A grande onda do movimento dekassegui se aproxima do seu 30º. Aniversário. Motivo de orgulho para uns, motivo de aflição para outros. Uma leva de nikkeis já faz parte das estatísticas da população que mais cresce no Japão. Acertou para quem disse a população da 3ª. Idade. E, como será envelhecer na terra do sol nascente? Aqui no Japão, percebemos uma vasta gama de produtos e serviços voltados para atender esta faixa etária.
Aposentar com o tempo máximo de contribuição hoje já não é mais motivo de orgulho e não possibilita desfrutar mais a vida como a alguns anos atrás. Atualmente, muitos reclamam do baixo valor que recebem e não é difícil imaginar que viver de aposentadoria será cada vez mais difícil. E nós, brasileiros que pouco ou nada contribuímos para a previdência social japonesa ou mesmo para a previdência brasileira, e ainda enfrentamos as barreiras de língua e cultura, o que podemos esperar?
As opções seriam então, continuar trabalhando até não agüentar mais ou até ser desligado da fábrica, e esperar que nossos filhos ou o governo cuidem de nós? Muitos de nós somos trabalhadores de fábrica e sabemos que a realidade é muito mais dura. O salário tende a diminuir com a idade, e podemos ser cortados sem direito a alguma ajuda. E o retorno ao Brasil seria uma opção viável? Outra opção é buscar desenvolver outras atividades que gerem renda e que não sejam afetadas com a diminuição ou perda da nossa capacidade física.
Mas envelhecer não significa apenas perda da independência financeira. Com o passar dos anos, vamos perdendo lentamente também a nossa capacidade de renovação celular. Isto significa que com o passar do tempo, nosso sistema imune estará cada vez mais fraco. Outros sintomas mais comuns da senilidade são: perda de energia, perda de visão, perda da força muscular, perda da agilidade, surgimento de dores nas articulações, perda de memória, etc. A perda da capacidade física significa perda da independência funcional ou a dependência de terceiros. Podemos retardar os sintomas da velhice com cuidados redobrados à saúde, fazendo uso do suplementos e alimentos que cuidem da nossa microbiota intestinal, e trabalhar ativamente na integração com a sociedade japonesa e procurar desenvolver outras atividades garantindo alternativas de renda.


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